Tudo começou em Dezembro de 2008, 4 meses após a nossa viagem ao Gerês (que possivelmente poderá vir a ser escrita), quando no messenger, eu e o CDP estávamos à conversa sobre uma possível viagem, que desta vez pudesse acabar no momento previsto.
O CDP sugeriu irmos aos Picos de Europa visto que, apesar de ser uma Cordilheira pouco alta com os seus modestos 2648 metros de altitude, a mesma era fenomenal em termos paisagísticos!
Seguiram-se meses cheios de emoção dos mais diversos tipos. Muita animação e positivismo em certas alturas e noutras, muita desilusão. Tudo isto devido ao facto de os Picos de Europa ficarem a 800km das nossas casas e nenhum de nós ter um carro próprio, apropriado para uma viagem destas.
Felizmente no ultimo mês a mãe do Vasco disponibilizou a sua carrinha (1000 obrigados!) e a viagem sempre se concretizou.
Após um jantar bem abastado em casa do CDP e de umas compras em cima da hora, partimos para Espanha à 1h da manhã do dia 21 de Agosto, ainda com algumas dúvidas no que diz respeito ao trajecto a tomar, mesmo tendo muita informação connosco.

Foto antes da partida, com o Vasco a fazer uma figura ridícula

Pouco depois de passar pela fronteira
Quando começámos a entrar no parque nacional, a baba quase começou a correr. Muitas montanhas. Enormes! Por todo o lado. Finalmente, estava ao nosso alcance aquilo que tanto desejámos durante vários meses.

Primeiras impressões... brutais!
Mal chegámos à pequena aldeia de Cordiñanes, trocámos rapidamente de roupa, para algo mais adequado para caminhar; separámos a roupa e comida necessárias para a primeira etapa, que na teoria deveria durar 4 dias; comemos umas barras energéticas; enchemos reservatórios de água e começou a ascensão para o Refúgio de Collado Jermoso.

Início da subida

Caminho de cabras sinuoso, ao longo da montanha, com uma queda muito inclinada.

Segundo alguns relatos que encontrámos pela internet a subida tinha 4.2km, um acumulado de mais de 800m e uma estimativa de duração de 3h a 4h.
Acontece que demorámos o dia inteiro visto que, muito basicamente subestimámos a montanha, o nosso estado físico e o facto de levarmos à volta de 15 a 20 kg às costas.

Uma garganta estupidamente intimidante. Mal a vimos, ficámos de boca aberta, literalmente. Pena a imagem, não fazer jus ao local.

Eu a contemplar a garganta, digna de um "Senhor dos Anéis"

Eu e a garganta. (soa mesmo mal, dizer/escrever isto)
Esta foi a primeira das situações em que me enganei no sentido a tomar… ou então não! O que quero dizer com isto? Nós desde o início do dia, que andávamos a seguir um percurso assinalado por montinhos de pedras (usados antigamente entre Pastores como forma de orientação. Hoje em dia só pessoal que enfrenta montanhas é que os usa) e tinta branca e amarela a indicar a direcção a tomar. No entanto em casa eu imprimi o relato de um indivíduo que fez este mesmo caminho e a verdade é que ele seguia Garganta a dentro, apesar de os sinais indicavrem que era suposto darmos a volta à montanha.
Na altura teimei porque queria seguir em frente, no entanto o Vasco, Leitão e CDP resolveram (e bem…mal) dar a volta. Eu acompanhei-os algo contrariado.
Lá demos contornamos a montanha e encontrámos uma subida estupidamente agressiva, que foi percorrida por nós os quatro com grande dificuldade.
Compensou! Mal chegámos ao topo deparámo-nos com uma paisagem brutal, como nunca tinha visto na vida. À nossa frente encontravam-se vales enormes repletos de manchas verdes representantes da flora local, excepto obviamente a partir de uma certa altitude devido possivelmente à composição do ar. Se não me engano foi também aqui que vimos as primeiras neves dos Picos de Europa, ainda que estivessem muito longe de nós.
Agora que penso no assunto, esta deve ter sido a altura da viagem onde atingi o meu pseudo momento Zen. Estava com boa companhia num dos lugares mais belos que já vi, totalmente livre de preocupações. É verdade que me encontrava cansado, no entanto isso era secundário. Estava totalmente em paz comigo mesmo e com o que me rodiava.
Era mesmo um cenário de cortar a respiração.
(FALTAM MAIS FOTOS. SERÃO ADICIONADAS MAIS TARDE)

"Ai as minhas costas..."
O cansaço ia aumentando… a foto é prova disso! Ainda tivemos de andar um bom bocado até chegarmos à ultima subida, que por sinal ia dar ao fim do caminho da Garganta. Afinal sempre tinha razão, quando supostamente me enganei, mas vendo bem as coisas, se tivéssemos subido pela Garganta, nunca me teria deparado com possivelmente a melhor paisagem da minha vida, tal como descrevi anteriormente.

Cabra selvagem, já perto do final
Eram por volta das 19h quando avistámos o Refúgio Diego Mella, construído em 1942 pela Federação Nacional de Montanhismo espanhola. Uma casa rústica tal como se costuma ver nos filmes de Hollywood, que se encontrava apinhada de montanhistas até ao final do Verão, o que nos obrigou a montar tenda para alguma infelicidade nossa, devido a uma certa ingenuidade da nossa parte. Era óbvio que estaria cheia visto que o tempo estava espectacular e encontrávamo-nos no pico do Verão.
De qualquer forma soube-nos muito bem este fim do dia.

Refugio Diego Mella

Refúgio Diego Mella
Trata-se de um local muito bonito com uma fonte de água. Não podíamos pedir mais.

O nosso acampamento
Depois de vermos o pôr do sol, comemos um Esparguete à Bolonhesa instantâneo razoavelzinho, deitámo-nos e passámos uma boa noite de sono, embora bastante doridos devido à falta de exercício intenso que resulta de uma vida bastante sedentária (tudo estudantes universitários de engenharias). O único que parecia em condições foi o Vasco (o da foto), que ao contrário dos outros três, parece que tem uma resistência física propícia de um Fuzileiro.
No dia seguinte desmontámos rapidamente a tenda, arrumámos tudo, comemos umas barras e umas misturas energéticas que tínhamos feito, como substituto de pequeno almoço e fomos directamente ao Refúgio falar com o guarda, visto que tínhamos algumas dúvidas em relação ao percurso seguinte, devido ao facto de não haver nenhuma fonte pelo caminho e não queríamos, mais uma vez, subestimar a montanha. O guarda foi um bacano e explicou tudo de forma muito pormenorizada. Os meus cumprimentos para o guarda Quique.
Dúvidas esclarecidas resolvemos seguir pelo caminho mais difícil, feitos malucos. Directamente para o Pico Urrielu. Um dos maiores pontos de concentração de alpinistas de rocha, da Península Ibérica.

Collado Jermoso ao longe

Nós os 4. Eu e a minha perninha branca(hehe), CDP, Leitão e Vasco, respectivamente.

Primeiro contacto com as Neves (quase) eternas dos Picos de Europa.

Primeira subida lixada do dia
Este percurso foi sem sombra de dúvida o mais agressivo de todos. Andámos imenso e sofremos muito a fadiga muscular ( e já um bocadinho psicológica) adquirida com a caminhada da véspera.
Curiosamente para mim, este dia foi o que mais prazer me deu devido à minha prestação física, que eu achava ser extremamente débil. Fiquei muito impressionado comigo mesmo.

Primeira visualização do Refúgio Verónica

Refúgio Verónica de perto
Parámos neste refúgio, que assinala o meio caminho para o Pico Urrielu de modo a recuperar o fôlego, e partimos novamente para o nosso destino, desta vez mais descansados visto que a partir daqui o caminho tornava-se menos agressivo em termos físicos. A verdade é que um pouco mais à frente devido a um erro meu, começámos a subir um monte enorme com uma inclinação completamente parva, desnecessáriamente, visto que eu enganei-me ao estudar um caminho alternativo.
A meio, eu, o CDP e o Leitão acabámos por descer, visto que reparámos que estávamos a seguir o trilho errado, mas a verdade é que o Vasco com a sua velocidade, já tinha chegado ao cume, o que foi uma perda de tempo. Acabámos por desatar aos gritos ali no meio, para que ele nos ouvisse, coisa que acabou por acontecer passado uns 20 minutos.
Aqui está a minha fama de ser um gajo com mau sentido de orientação ( e muito azar), a vir ao de cima.
Logo a seguir (no caminho correcto), encontrámos uma parte muito fixe, que se não fosse o cansaço, teria sido brutalíssima. Basicamente descemos uma montanha, com uma inclinação quase vertical (em certos pontos era mesmo vertical) simplesmente agarrados a um cabo de plástico com interior de aço e com as nossas mochilas de quase 20kg às costas. Se olharem bem para a foto abaixo, conseguem ver o cabo junto à minha Vango Fitzroy.

A minha nova companheira. (A Karrimor meteu os papeis para a reforma)
O dia ia avançando e nós cada vez mais cansados, refilões e porcos, até que avistámos o Refúgio J.D Ubeda, mesmo por baixo do gigantesco Pico Urrielu.

Gigantesco Refúgio J.D. Ubeda

O Pico Urrielu
Chegámos montámos tenda, abastecemo-nos de água e preparámos uma refeição bem rica, que acabou por ter apenas um destino. O meu estômago! Acontece que os outros 3 não estavam com paciência para esperar e resolveram ir ao refeitório do Refúgio comer umas Tapas (pão com queijo, chouriço e presunto).
Passámos uma noite razoável, visto que o CDP roncava que nem um animal, o que fez com que o Leitão fosse dormir ao relento.

Leitão com péssimo aspecto.

Vasco, com o seu estilo "Mccandless" à procura de rede
Amanheceu, arrumámos tudo e partimos, completamente partidos.
Quero deixar bem claro que este, embora tenha sido o dia mais fácil em termos de terreno, foia altura de toda a viagem que mais sofremos em termos físicos, visto que os ultimos dois dias tinham esgotado os nossos músculos. Apanhámos um calor muito intenso e uma moral muito baixa, pelo menos até chegarmos ao nosso destino, que era a aldeia rústica e isolada, Bulnes. É de apontar que esta caminhada impressionou-me no sentido em que o meu corpo já não me obedecia. Mal me aguentava em pé e as minhas pernas tremiam imenso, como se estivessem a refilar comigo devido ao castigo que lhes estava a dar.

CDP e eu a recuperar fôlego

Vista fantástica
Quando chegámos a Bulnes, foi sem dúvida um dos momentos altos de toda a viagem. Um alívio descomunal, visto que este dia tinha sido planeado com o intuito de chegarmos à hora do almoço e passarmos o resto da tarde a descansar, porque para o dia seguinte prevíamos um esforço físico considerável devido à dimensão do percurso a seguir.
Esta aldeia, que acolhe um número muito reduzido de habitantes, tem apenas como único acesso um Funicular subterrâneo que atravessa toda a montanha. Para quem não sabe, um funicolar trata-se de uma espécie de mistura entre Eléctrico e Metro, que neste caso foi a nossa salvação como mais tarde vou mencionar.
Hoje em dia Bulnes trata-se de uma aldeia bem mais turística que antigamente, visto que o Funicular está construído desde de 2001. Antes disso o único acesso eram caminhos de cabras bastante irregulares na orla da montanha. Trata-se de um local rústico com uma beleza natural fantástica, no entanto, infelizmente agora é fácil encontrar uma loja de Souvenirs, restaurantes e turismo de Habitação o que acaba por destruir um pouco o encanto isolado da aldeia, incluindo um pouco da habitual urbanização que vemos hoje em dia por todo o lado.

Aldeia de Bulnes

Fecha a boca, senão entra mosca!
Mal chegámos começámos a interrogar-nos quanto ao almoço. Não foi preciso dizer muito visto que havia demasiado cansaço para estarmos a cozinhar e depois lavar a loiça, por isso permitimo-nos a um pequeno conforto e fomos ao restaurante que vêem na foto. Soube estupidamente bem e até tivemos um pequeno episódio infeliz com a rapariga que nos atendeu (nós somos umas bestas).

CDP com o seu ar guloso (isto soa mesmo mal...a foto não ajuda!)
Nessa noite resolvemos dormir no Albergue Guilhermina que faz parte do café/restaurante Guilhermina, cujo dono é capaz de ser das pessoas mais desconfiadas que já conheci. Pagámos 10€ cada um, por um local cuja infraestrutura era francamente deficiente, mas a verdade é que foi a nossa única alternativa visto que era impossível montar tenda por perto porque a aldeia situa-se no fundo de um vale muitíssimo inclinado, o que impossibilita por completo a existência de locais planos e longe de olhares indesejados.
O Albergue basicamente consistia numa casinha degradada, com um rés-do-chão e primeiro andar sem acesso directo, havendo uma porta exterior para cada um. O rés-do-chão funcionava como guarda tralha de todos os tipos e o primeiro andar era o dormitório, onde se encontravam os beliches e a casa de banho comum, que por sinal era estupidamente nojenta e que não tinha qualquer protecção para o chuveiro, o que implica que a água escorra para o soalho e apodreça a fina madeira, a que se pode chamar de chão, causando ainda mais instabilidade na estrutura.
Como é possível ver na foto de baixo as tábuas de madeira, com uns 2 ou 3 cm de espessura no máximo, estão estupidamente inclinadas o que dá uma grande sensação de segurança.

Chão inclinado do primeiro andar do Albergue.

Um dos buracos do chão
Passámos o resto do dia a descansar em paz, no rio e a curar os “ferimentos de combate”.

Excelente foto do rio cujo nome não me recordo

CDP a descansar

Estado lastimoso do meu pé
Nessa noite, enquanto confeccionávamos o magnífico manjar de Deuses, Esparguete com Atum, conhecemos um casal Americano de Seattle que nos surpreendeu muito, em vários aspectos.
Inicialmente eles chegaram ao pé de nós a perguntar se conhecíamos algum local onde podiam passar a noite e nós referimos o panorama extremamente limitado de Bulnes. Palavra puxa palavra e acabámos por descobrir que eles não tinham lanternas, nem sacos cama, nem tenda e resolveram meter-se pelos Picos de Europa a dentro nestas condições, com a esperança que os Refúgios tivessem todos vagas (estavam todos esgotados havia semanas). Eles acabaram por ficar no nosso albergue e mais tarde, quando fomos beber café e uma San Miguel (cerveja espanhola) para o Café Guilhermina, falámos um pouco sobre o que estávamos lá a fazer e vice versa. Pessoal interessante que parecia estar constantemente na boa e despreocupado com tudo.
A noite passou-se muito bem, embora os roncos do CDP tenham aumentado de volume de forma considerável. Acordámos restabelecidos e com pica para andar. O que nos lixou, foi quando o Vasco foi à janela e nos disse que o tempo estava péssimo. Antes de partirmos para lá, bem que nos avisaram que quem passa pelo menos 5 dias nos Picos de Europa, apanha todo o tipo de climas.
De qualquer forma não nos podemos queixar, visto que durante os 3 dias apanhámos muito bom tempo e estava na hora de variar um pouco, juntado alguma humidade e uma temperatura menor.
Arrumámos tudo e discutimos como faríamos para ir para o cruzamento de Poncebos. Tinhamos duas opções:
1 – Seguir pelo caminho de cabras sinuoso, e muito inclinado durante 3 a 4 km para o cruzamento.
2 – Apanhar o Funicular, poupar imenso tempo e gastar 15€ cada um!
Optámos pela segunda opção como precaução, visto que nesse dia era suposto fazermos toda a rota de Caires (21km) que é das mais famosas da Cordilheira. Queriamos fazê-la com calma de modo a aproveitar bem o local e se tivéssemos escolhido a primeira opção, certamente chegaríamos a Cordiñanes de noite, cansadíssimos, molhados e rabujentos.
Saímos do Refúgio, fomos pagar a estadia ao dono do Albergue, que muito curiosamente após ter o dinheiro na mão, começou a ser simpático mostrando algum interesse pelo nosso trajecto, e até conseguiu esboçar um sorriso digno de … esqueçam! Ainda não sei muito bem se aquilo foi um sorriso, hehe.

Inicio da caminhada, com um tempo muito instável
Apanhámos o Funicular e quando chegámos a Poncebos montámos a cozinha e resolvemos fazer as papas pseudo-Cerelac, que o Vasco levava na mochila. Não houve paciência para deixar ferver a água e comeu-se aquilo frio e cheio de grumos secos.
A caminhada em si foi sem dúvida fenomenal, como é possível constatar em algumas das fotos seguintes. Físicamente foi mais fácil do que eu imaginei o que permitiu chegarmos ligeiramente mais cedo ao nosso destino, e sem dúvida que apanhámos um dos locais mais bonitos de toda a Cordilheira.


Um Bode das Montanhas. Apanhámos muitos ao longo do caminho e alguns deles selvagens.

Acho esta foto absolutamente brutal


CDP, Vasco e Leitão

Rio Caires, muitos metros abaixo de nós

CDP incrédulo com a beleza do local

Vasco, de costas, à nossa espera

Afinal não é só rocha!

Rio Caires e toda a sua beleza
No final do dia quando já começava a chover a sério, chegámos a Cordiñanes com algum cansaço nas costas e pernas, mas muito felizes pelo que vimos durante o dia.
Aqui começou o declínio. Começámos a debater o que faríamos a seguir. Em casa, no papel, era suposto fazer uma segunda etapa pelo Massiço Ocidental da cordilheira, que é mais isolado e supostamente ainda mais bonito e correspondentemente intacto, no entanto o cansaço reinava, um dos prumos da nossa tenda estava partido, as reservas alimentares eram apenas razoáveis e o tempo estava péssimo. Foram argumentos suficientes para cancelarmos essa parte, entrarmos no carro e rumarmos a Cangas de Ónis, para iniciar a parte turística da viagem.
A verdade é a que a moral baixou bastante! Chegámos a Cangas de Ónis, e concluímos que basicamente é uma vila igual a tantas outras, com Hoteis, restaurantes e poucos pontos de interesse. Demos uma volta à vila, e passámos a noite num bar local.
Não tinhamos sítio onde dormir, visto que não há dinheiro para Hóteis, não havia albergues, nem paciência para perguntar por um sítio onde podíamos dormir (até porque já era muito tarde). A única solução era dormir no carro, mas a verdade é que esta solução não agradou ao CDP, Vasco e Leitão e nessa mesma madrugada resolvemos partir para Portugal.
Foi um fim de viagem muito estranho para dizer a verdade, visto que no fim, talvez devido ao cansaço e ao tempo, reinou entre nós uma grande melancolia e preguiça.
De qualquer forma, agora em casa a escrever este texto olho com grande prazer e saudade para a viagem, visto que causou em mim uma grande paz interior que a nossa vida stressada tem tendência a destruir, e para dizer a verdade espero lá voltar em breve para explorar a zona Ocidental, visitar Covadonga e os seus pontos culturais, os lagos Enol e Ercina e principalmente infiltrar-me numa verdadeira Sidreria e beber a tradicional Sidra.

Linda Igreja em Cangas de Ónis. Estou com preguiça para ver o nome, lol
ola:
sou um escuteiro em braga e o nosso grupo esta a planear ir aos picos da europa em setembro.
para tal necessitamo de todas as informaçoes que conseguirmos arranjar. se nos podesse fornecer algumas informações desta regiao, seria uma grande ajuda e de grande utilidade.
obrigado
Boas,
Não sei muito bem que informação é que precisas, mas vou enumerar alguns factos que talvez aches interessantes.
-> Clima muito instável. Numa semana tanto podes apanhar um sol abrasador, ou chuva intensa ou muito frio. À noite as temperaturas diminuem bastante.
-> Eu só estive na cordilheira central dos Picos de Europa, que é onde se encontra o maior pico da zona, mas também é o lugar com maior afluência.
-> A zona oriental, pelo que li quando estávamos a preparar a viagem, é o local mais isolado e possivelmente dos mais bonitos, visto que não existe tanta gente e há mais vegetação.
-> Em termos de água trata-se de um parque muito complicado visto que é muitíssimo raro encontrares fontes de água ou riachos, fora dos refúgios do parque. A maior parte das reservas aquáticas são subterrâneas.
-> Como existe um desnivelamento tão elevado é muitíssimo difícil bivaquear por lá sem ser perto dos refúgios. Não sei se sabes mas é ilegal acampar por lá, no entanto podes à vontade montar uma tenda por uma noite e no dia seguinte levantá-la.
Em suma, trata-se de um lugar fantástico e relativamente isolado, que vai exigir que levem algum peso às costas em termos de água (aconselho 2 litros por pessoa) e comida. A condição física também é bastante importante visto que há certos trajectos que envolvem alguma escalada.
Pelo menos na cordilheira central não aconselho actividades com lobitos e exploradores devido ao perigo paisagístico.
Espero ter ajudado. Se tiveres mais dúvidas, chuta à vontade que eu ajudarei no que souber.
Olá pessoal. Eu tb fui para os Picos da Europa este agosto e foi óptimo. Gostei e utilizei as informações que vocês colocaram no blog. obg. També podem ser as nossas ferias em http://amigosdoarlivre.blogspot.com/ e aproveitar algumas das sugestões por nós feitas. Até breve.dsr
Olá
Qt tempo é que demoraram a chegar ao Ref. da Verónica (desde o Ref. Jermoso)? O caminho está “pisado”!??!
OBG
Cumprimentos,
Fernando Pontes
Olá,
Demorámos cerca de meio dia, seguindo um ritmo lento. Houve uma altura mesmo antes de chegar ao Ref. Veronica que nos enganámos no caminho, mesmo à estrada do vale e aí perdemos muito tempo.
André